As vezes eu queria ter um namorado. Que ele me pegasse depois das aulas em seu carrinho esporte colorido de dois lugares me levasse por aí, até onde o nosso amor, podesse nos levar. Eu queria ter um cara louco por mim. Perdidamente, inteirinho meu. O tipo do cara que sentasse em seu carro, sem fazer mais nada, diante da casa da minha mãe no meio da noite, com os cabelos ainda molhados do chuveiro e vestindo uma camisa de algodão bonita e limpa. Daí, iríamos ao cinema nas noites de sexta-feira e nos sentaríamos lá, no escuro, nenhum dos dois realmente assistindo ao filme. Ou estacionaríamos diante da praia, deitaríamos na areia e contaríamos piadas. Enfiaríamos uma barraca de acampar no carro e iríamos por aí, para qualquer lugar. E tudo o que os outros veriam seria nossa poeira e fumaça.
Mas enfim, meu príncipe tá em coma, por isso, ainda não nos encontramos (só pode), pois á quanto tempo eu espero por um principe, e só me vem cavalo! "/
Seria estremamente intrigante, se não fosse tão trágico.
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